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Laboratório de Troubleshooting: Create a Virtual Machine

Cenários de Diagnóstico

Cenário 1 — Causa Raiz

Um administrador tenta criar uma VM via portal do Azure na região East US, dentro do grupo de recursos rg-financeiro. A assinatura está ativa e o administrador possui a role Contributor no grupo de recursos. A VNet vnet-financeiro já existe e possui sub-redes configuradas. O disco do SO será gerenciado pelo Azure (managed disk).

Durante a criação, ao clicar em "Review + Create", a seguinte mensagem de erro é exibida:

The subscription does not have enough vCPU quota to create the resource.
Details: Subscription quota for Standard BSv2 Family vCPUs: 0 available, 4 required.
Location: East US

O administrador observa que outras VMs do tamanho Standard_B2ms foram criadas com sucesso na mesma região no dia anterior. A equipe de rede confirmou que não há bloqueios de NSG na sub-rede de destino. O time de segurança informou que uma política de Microsoft Entra Conditional Access foi atualizada na semana anterior.

Qual é a causa raiz do erro?

A) A role Contributor não tem permissão para provisionar VMs; é necessária a role Virtual Machine Contributor.

B) A quota de vCPUs para a família Standard BSv2 está esgotada na região East US para a assinatura.

C) A política de Microsoft Entra Conditional Access bloqueou o acesso do administrador ao Azure Resource Manager.

D) O managed disk não está disponível para o tamanho de VM selecionado na região East US.


Cenário 2 — Decisão de Ação

A equipe de operações identificou que uma VM crítica de produção, vm-erp-prod, está inacessível via RDP. Após investigação, a causa foi confirmada: a regra de entrada que permitia a porta 3389 no NSG associado à interface de rede da VM foi excluída acidentalmente por um membro da equipe. A VM está em execução, o disco do SO não apresenta erros e a VNet está funcionando normalmente.

O ambiente possui as seguintes restrições:

  • A VM não pode ser reiniciada durante o horário comercial (08h às 18h)
  • O acesso ao portal do Azure está disponível
  • O horário atual é 14h30
  • Existe um Azure Bastion provisionado na mesma VNet

Qual é a ação correta a tomar neste momento?

A) Recriar a regra de entrada no NSG permitindo a porta 3389 da origem necessária.

B) Recriar a regra de entrada no NSG e reiniciar a VM para que as mudanças de rede sejam aplicadas.

C) Conectar à VM usando o Azure Bastion via porta 443, sem alterar o NSG, para executar as correções necessárias.

D) Aguardar o fim do horário comercial para reiniciar a VM e aplicar o novo NSG.


Cenário 3 — Causa Raiz

Um desenvolvedor relata que uma VM Linux recém-criada, vm-devapp-01, não aceita conexões SSH. A VM foi criada via CLI com os seguintes parâmetros relevantes:

az vm create \
--resource-group rg-desenvolvimento \
--name vm-devapp-01 \
--image Ubuntu2204 \
--size Standard_D2s_v3 \
--admin-username devuser \
--authentication-type password \
--admin-password "P@ssw0rd2024!" \
--public-ip-sku Standard \
--nsg-rule NONE

A VM está com status "Running" no portal. O endereço IP público foi atribuído corretamente. O desenvolvedor tentou conectar com o comando:

ssh devuser@40.112.72.134

A conexão trava indefinidamente sem retornar erro de autenticação. A equipe de rede confirmou que não há firewall corporativo bloqueando a porta 22. A assinatura tem quota suficiente para o tamanho escolhido.

Qual é a causa raiz do problema?

A) O tipo de autenticação por senha não é compatível com imagens Ubuntu no Azure; é necessário usar chave SSH.

B) O IP público com SKU Standard requer configuração manual de rota antes de aceitar tráfego de entrada.

C) O parâmetro --nsg-rule NONE criou a VM sem nenhuma regra de entrada no NSG, bloqueando o tráfego na porta 22.

D) O tamanho Standard_D2s_v3 não inclui interface de rede pública por padrão e requer configuração adicional.


Cenário 4 — Sequência de Diagnóstico

Um administrador recebe um alerta de que a VM vm-webserver-02 está inacessível via HTTP (porta 80). A VM está com status "Running", possui IP público e está em uma sub-rede com NSG associado. O administrador precisa diagnosticar o problema.

Os passos de investigação disponíveis são:

  • Passo P: Verificar se o serviço web (IIS ou nginx) está em execução dentro da VM via conexão de gerenciamento
  • Passo Q: Verificar o status de execução da VM no portal do Azure
  • Passo R: Inspecionar as regras de entrada do NSG associado à sub-rede e à interface de rede
  • Passo S: Usar o recurso Connection Troubleshoot do Network Watcher para testar conectividade da porta 80
  • Passo T: Verificar se há um Azure Load Balancer na frente da VM com regras de balanceamento configuradas para a porta 80

Qual sequência de diagnóstico é a mais lógica e eficiente?

A) Q → R → S → T → P

B) P → Q → R → S → T

C) S → Q → T → R → P

D) R → T → Q → S → P


Gabarito e Explicações

Gabarito — Cenário 1

Resposta: B

A mensagem de erro é explícita: a quota de vCPUs para a família Standard BSv2 está em zero para a região East US. Esse é o ponto central do diagnóstico e não deixa ambiguidade.

A pista determinante está na própria saída do erro, que especifica a família de vCPUs e o valor disponível. O fato de VMs Standard_B2ms terem sido criadas com sucesso não contradiz isso: B2ms pertence à família Standard Bsv2, enquanto o tamanho selecionado pertence à família Standard BSv2, que é uma família diferente com quota independente.

A informação sobre a atualização da política de Microsoft Entra Conditional Access é a informação irrelevante inserida propositalmente. Políticas de acesso condicional afetam autenticação, não o provisionamento de recursos via cota. O NSG também não tem relação com o erro apresentado.

A alternativa A é um equívoco comum: a role Contributor tem permissão plena para criar VMs. A alternativa C representa o erro de raciocínio mais perigoso: atribuir a falha a uma mudança recente de segurança sem avaliar a mensagem de erro objetiva. A alternativa D é tecnicamente incoerente, pois managed disks são suportados em praticamente todos os tamanhos de VM.


Gabarito — Cenário 2

Resposta: C

A causa já foi identificada (NSG sem a regra RDP), mas a restrição crítica é que a VM não pode ser reiniciada durante o horário comercial e o horário atual é 14h30. O Azure Bastion está disponível na VNet e opera pela porta 443 (HTTPS), que não depende de regras de NSG para RDP.

O Bastion permite acesso administrativo imediato à VM sem expor a porta 3389 e sem exigir reinicialização. Isso resolve a necessidade operacional urgente dentro das restrições impostas.

A alternativa A seria válida fora do horário restrito, mas recria a exposição da porta RDP diretamente, o que não é necessário se o Bastion está disponível. A alternativa B comete o erro duplo de recriar a regra RDP e reiniciar durante o horário proibido. A alternativa D ignora que o Azure Bastion resolve o problema imediatamente sem reinicialização, desperdiçando disponibilidade do sistema.

O distrator mais perigoso é A: tecnicamente parece a solução mais direta, mas ignora que o Bastion já existe e é a abordagem correta para o contexto.


Gabarito — Cenário 3

Resposta: C

O parâmetro --nsg-rule NONE instrui o Azure a criar a VM sem adicionar nenhuma regra de entrada ao NSG gerado automaticamente. Por padrão, quando esse parâmetro não é especificado, a CLI adiciona uma regra de entrada para SSH (porta 22). Ao usar NONE, nenhuma regra é criada, e o NSG bloqueia todo tráfego de entrada, incluindo a porta 22.

O comportamento observado, a conexão que trava sem retornar erro de autenticação, é consistente com um NSG bloqueando o tráfego: o pacote TCP não recebe resposta (sem RST), diferente de uma senha incorreta, que retornaria prompt de autenticação.

A informação irrelevante é a confirmação da equipe de rede sobre ausência de firewall corporativo. Ela elimina uma hipótese de camada externa, mas não aponta para a causa real dentro da configuração da VM.

A alternativa A é falsa: autenticação por senha é suportada em imagens Ubuntu no Azure, embora não seja recomendada. A alternativa B representa um equívoco sobre o comportamento de IPs públicos com SKU Standard: eles são seguros por padrão (exigem NSG), mas não requerem configuração de rota manual. A alternativa D é tecnicamente incoerente para a arquitetura Azure.


Gabarito — Cenário 4

Resposta: A

A sequência correta é Q → R → S → T → P, que segue a lógica de diagnóstico progressivo do mais simples e externo para o mais interno e específico.

Q verifica primeiro se a VM está em execução, pois todo diagnóstico de rede é irrelevante se a VM está parada. R inspeciona o NSG, que é a barreira de rede mais próxima da VM e a causa mais comum de inacessibilidade de porta. S usa o Network Watcher para validar conectividade de ponta a ponta na porta 80, confirmando ou descartando hipóteses de rede. T verifica se há um Load Balancer com regras incorretas ou ausentes, o que poderia interceptar o tráfego antes de chegar à VM. P só faz sentido como último passo: acessar o interior da VM para verificar o serviço pressupõe que toda a camada de rede está funcional.

A alternativa B inverte a lógica ao começar dentro da VM antes de validar se há conectividade de rede. A alternativa C começa com uma ferramenta de diagnóstico de rede sem antes confirmar o estado básico da VM. A alternativa D inicia pela inspeção do NSG sem antes confirmar que a VM está ativa, o que pode desperdiçar tempo investigando rede de uma VM parada.


Árvore de Troubleshooting: Create a Virtual Machine

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Legenda:

CorTipo de nó
Azul escuroSintoma inicial (ponto de entrada)
AzulPergunta diagnóstica
VermelhoCausa identificada
VerdeAção recomendada ou resolução
LaranjaValidação ou confirmação de resolução

Para usar esta árvore diante de um problema real, comece sempre pelo nó raiz, que representa o sintoma observado. A cada nó de decisão, responda com base no que é verificável diretamente no portal, na CLI ou na saída de comandos. Siga o ramo correspondente à resposta observada sem pular etapas. Os nós vermelhos indicam que a causa foi isolada e exigem ação corretiva específica. Os nós verdes descrevem exatamente o que fazer. Chegue ao nó laranja de validação para confirmar que o problema foi resolvido antes de encerrar o diagnóstico.