Laboratório Técnico: Configure Azure Site Recovery for Azure resources
Questões
Questão 1 — Múltipla Escolha
Uma equipe de operações precisa configurar o Azure Site Recovery (ASR) para replicar máquinas virtuais de uma região primária para uma região secundária. Após habilitar a replicação, o engenheiro percebe que o RPO (Recovery Point Objective) alvo da organização é de 30 minutos. Qual afirmação descreve corretamente como o ASR lida com esse requisito?
A) O ASR replica de forma síncrona, garantindo RPO de zero segundos por padrão, independentemente da distância entre regiões.
B) O ASR replica de forma assíncrona e mantém pontos de recuperação com granularidade de até 1 hora, impossibilitando RPO inferior a 60 minutos.
C) O ASR replica de forma assíncrona e pode atingir RPO de aproximadamente 30 segundos para VMs do Azure, mas o RPO real depende da frequência de envio dos pontos de recuperação e das condições de rede.
D) O ASR exige que o engenheiro configure manualmente a frequência de replicação em múltiplos de 15 minutos, e o valor mínimo configurável é 15 minutos.
Questão 2 — Cenário Técnico
Um administrador habilitou a replicação de uma VM do Azure com o ASR e agora precisa realizar um teste de failover sem impactar o ambiente de produção. Ele executa o teste, mas a VM de teste inicializa em uma rede virtual de produção compartilhada com outros workloads críticos.
Qual é o erro cometido nessa configuração?
A) O teste de failover não deveria ter sido iniciado sem antes executar um failover planejado, pois o ASR exige essa sequência.
B) Durante a configuração do teste de failover, o administrador não selecionou uma rede virtual isolada; o ASR permite escolher a rede de destino nessa etapa, e a melhor prática é usar uma VNet separada para não afetar a produção.
C) O teste de failover no ASR sempre utiliza a rede virtual de destino configurada na replicação e não permite sobrescrever essa configuração durante a execução.
D) O erro está na ausência de um Network Security Group associado à VM de teste, pois sem ele o ASR bloqueia a inicialização em ambientes de produção.
Questão 3 — Verdadeiro ou Falso
Afirmação: Ao executar um failover não planejado no Azure Site Recovery, o ASR interrompe automaticamente a replicação reversa e exige que o administrador execute manualmente a operação de re-protect antes de iniciar o failback para a região primária.
Verdadeiro ou Falso?
Questão 4 — Cenário Técnico
Um engenheiro configura o ASR para replicar VMs do Azure e observa o seguinte comportamento no portal:
Status da replicação: Crítico
Alerta: A integridade da replicação está degradada.
Detalhe: Upload pendente para a conta de armazenamento de cache
excede o limite aceitável. Pontos de recuperação podem
estar desatualizados.
A VM de origem apresenta picos de escrita de disco acima de 50 MB/s de forma consistente. Qual é a causa mais provável desse comportamento e a ação correta?
A) O ASR não suporta discos com taxa de escrita acima de 25 MB/s; a solução é migrar a VM para um SKU com menor IOPS antes de reabilitar a replicação.
B) O agente de mobilidade instalado na VM está desatualizado e precisa ser atualizado para suportar taxas de transferência mais elevadas.
C) A taxa de rotatividade de dados (churn) da VM excede a capacidade da conta de armazenamento de cache configurada; o administrador deve verificar se os limites de churn suportados pelo ASR estão sendo respeitados e considerar otimizar a carga de trabalho ou revisar os limites do SKU de disco.
D) O problema é causado por ausência de peering entre as VNets das regiões primária e secundária, bloqueando o envio dos dados replicados.
Questão 5 — Múltipla Escolha
No contexto do Azure Site Recovery, qual é a diferença funcional entre um Plano de Recuperação (Recovery Plan) e a execução de failover diretamente em uma VM individual?
A) O Plano de Recuperação é obrigatório para failover de VMs do Azure; sem ele, o ASR não permite iniciar o processo de failover.
B) O Plano de Recuperação permite orquestrar o failover de múltiplas VMs em uma ordem definida, incluindo a execução de scripts e ações manuais entre grupos, enquanto o failover individual não oferece esse controle de sequência e automação.
C) O Plano de Recuperação aplica-se apenas a máquinas físicas ou VMware replicadas para o Azure; para VMs do Azure, apenas o failover individual está disponível.
D) A diferença está exclusivamente no tempo de execução: o Plano de Recuperação paraleliza os failovers, enquanto o failover individual é sempre sequencial.
Gabarito e Explicações
Gabarito — Questão 1
Resposta: C
O ASR utiliza replicação assíncrona para VMs do Azure entre regiões. Isso significa que há uma janela de defasagem entre os dados na origem e na réplica. O ASR é projetado para atingir RPO de aproximadamente 30 segundos em condições ideais de rede, mas o RPO real depende do volume de dados alterados, da largura de banda disponível e da frequência de criação dos pontos de recuperação.
O principal erro conceitual dos distratores está em confundir replicação síncrona com assíncrona (alternativa A) e em subestimar a granularidade real do ASR (alternativa B). A alternativa D confunde o comportamento do ASR com o do Azure Backup, onde frequências são configuradas manualmente pelo usuário em intervalos fixos.
Escolher A em produção seria especialmente perigoso: projetar a arquitetura assumindo RPO zero levaria a planos de continuidade irrealistas.
Gabarito — Questão 2
Resposta: B
Durante a execução de um teste de failover, o ASR permite que o administrador selecione explicitamente a rede virtual de destino para as VMs de teste. A melhor prática recomendada pela Microsoft é usar uma VNet isolada, sem conectividade com a produção, justamente para validar o failover sem risco operacional.
O erro cometido foi não alterar a seleção padrão ou ter selecionado indevidamente a VNet de produção nessa etapa. A alternativa C é o distrator mais perigoso: ela inverte o comportamento real do ASR, levando o leitor a acreditar que não há controle sobre a rede durante o teste. A alternativa A confunde o fluxo de teste com o fluxo de failover planejado, que são operações independentes.
Gabarito — Questão 3
Resposta: Verdadeiro
Após um failover não planejado, a replicação original é interrompida porque a VM de origem pode estar indisponível ou em estado inconsistente. O ASR não configura automaticamente a replicação no sentido inverso (da região secundária de volta para a primária). O administrador precisa executar a operação de re-protect na VM já em failover, o que inverte a direção da replicação e inicia a sincronização dos dados de volta para a região primária. Somente após o re-protect concluído é possível executar o failback de forma controlada.
Esse comportamento é frequentemente confundido com o failover planejado, onde o ASR pode facilitar mais etapas automaticamente. Ignorar a etapa de re-protect e tentar um failback sem ela resultaria em erro ou perda de dados.
Gabarito — Questão 4
Resposta: C
O alerta indica que dados estão se acumulando na conta de armazenamento de cache sem ser transferidos para a região de destino na velocidade necessária. Isso é um sintoma clássico de churn elevado, ou seja, a taxa de alteração de dados nos discos da VM supera a capacidade que o ASR consegue processar e transferir continuamente.
O ASR possui limites documentados de churn por disco e por VM. Quando esses limites são excedidos de forma consistente, os pontos de recuperação deixam de ser criados na frequência esperada, degradando o RPO real.
A alternativa D é o distrator mais sofisticado: o peering de VNet é necessário para conectividade de rede geral, mas a replicação do ASR transita pelo plano de dados do serviço e não depende de peering entre as VNets das regiões. A alternativa B é plausível em outros contextos, mas o agente de mobilidade desatualizado geralmente gera alertas distintos, não relacionados à taxa de upload da conta de cache.
Gabarito — Questão 5
Resposta: B
O Plano de Recuperação é o mecanismo do ASR que permite tratar um conjunto de VMs como uma unidade de recuperação coerente. Seu diferencial está em três capacidades: definição de grupos de failover com ordem de execução, inclusão de scripts automatizados (via Azure Automation Runbooks) e inserção de ações manuais entre grupos para validações intermediárias.
O failover individual de uma VM não oferece nenhum desses controles. Em arquiteturas com dependências entre camadas (por exemplo, banco de dados antes da aplicação, aplicação antes do balanceador), o Plano de Recuperação é indispensável para garantir que o failover respeite a sequência correta.
A alternativa A é um distrator importante: o Plano de Recuperação é uma boa prática e frequentemente recomendado, mas não é obrigatório para iniciar um failover. A alternativa D simplifica incorretamente a diferença ao reduzi-la apenas ao paralelismo, ignorando toda a camada de orquestração e automação que o Plano de Recuperação oferece.